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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pequenas maravilhas

Hoje sou eu, a professora da turma que escrevo a mensagem. Não posso resistir a colocar aqui alguns poemas que nasceram hoje na sala. São pequenas grandes maravilhas nascidas de uma proposta simples do manual:
O que eu tenho para dar, o que eu queria receber...
Já agora, ficam aqui também algumas fotos do jardim que rodeia o nosso charco...



Eu tenho para dar,
Uma jóia mais preciosa do que o ouro,
O amor.
Tenho para dar ,
Esperança,
Um pensamento,
Que te faz parar.

O que eu queria receber…
Sete fios de vento
Que me fazem voar
Dois bocados de lua,
Para durante a noite
Eu cantar
E seis gritos de mar
Para as ondas me levarem.

Tenho para dar
Um beijo
Que te aquece,
Um olhar,
Que me faz esquecer.

Queria receber
Oito bocados de coração
Para tudo receber,
Para tudo dar.

Queria receber…
Tenho para dar…
Sílvia 

Eu tenho para dar
Tantas coisas!
Um sorriso,
Um abraço,
Um amigo.
Eu tenho para dar
A maior estrela
Que no céu brilha,
Para aqueles que eu amo.
Eu tenho para dar
O céu infinito,
O mar cristalino e a Terra brilhante.
Eu tenho para dar
O meu coração,
A minha alma
E a minha vida.
Eu tenho para dar
Um sol brincalhão
E uma nuvem carinhosa,
A verdade de amar,
A alegria de receber.
Queria receber
Paz e felicidade,
Um mar de alegrias,
Ou simplesmente
Uma palavra doce.
Queria receber uma lua
Cheia de ternura,
Cheia de carinho,
Cheia de força.
Queria receber
Um beijo,
A liberdade
E um abraço.
Queria receber
Simplesmente um sorriso!
Tiago 

Eu  queria dar
Paz e amor ao mundo,
Dar carinho a toda a gente,
Dar harmonia às pessoas que adoro.

Eu queria receber…
Um abraço,
Receber um beijo,
Receber a vida,
A vida que nunca acaba.
Eu queria dar a família
A toda a gente que precisa.
Eu queria dar a mão,
Dar a mão ao coração,
Coração que bate sem parar.

Eu queria voar,
Queria receber a paixão,
Queria ser uma estrela bela,
Bela como o céu estrelado
Que não pára de brilhar
Num brilho que ilumina o meu caminho,
Um caminho para a felicidade.
Maria 

Tenho para dar
O amor que há dentro de mim,
Um abraço,
Uma mão que conforta
O coração de quem está triste.

Queria receber
O carinho de todos,
Um abraço,
Uma mão que me ajuda,
A perceber os meus erros.

Tenho para dar
Uma magia,
Um sorriso
De que toda a gente precisa.

Queria receber
A alegria,
A harmonia
De todos, todos os que querem viver.
Luísa 

O que tenho para dar…
É o carinho,
É o amor,
É a felicidade,
É a paixão,
Vindo tudo do meu coração.
O que eu queria receber…
Era o fundo do mar,
Era o mundo imenso,
Era a felicidade
Com os meus amigos.
O que eu tenho para dar…
O que eu queria receber…
São as pequenas coisas
Que me fazem viver!
Ana

domingo, 15 de abril de 2012

O nosso livro

Quis fazer esta surpresa aos meus alunos: o nosso livro agora é digital, também.Pena que nõ possa apresentar as músicas!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Caligramas

Os ratos invadiram a nossa sala! Depois de ouvir o poema do ratinho do livro "Segredos e brinquedos", foi a nossa vez de criar histórias de ratos. Para ser diferente, fizemos um caligrama, usando como base o desenho do rato e partindo do seu nariz.
Ficaram bem engraçados, ora vejam:

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Uma história colectiva

Resolvemos participar no concurso "Conta-nos uma história" também num trabalho de gravação em áudio. Para isso criámos um texto em que trabalhámos o diálogo. Criámos personagens e o espaço e a história foi aparecendo. No fim, depois de ler várias vezes, escolhemos o título. Fica aqui o nosso trabalho em texto. Quando o gravarmos, ele virá também para aqui.

No mundo de Inês
Era uma vez uma menina chamada Inês. Era pequenina, morena e muito curiosa. Não parava quieta um segundo e a mãe naquele dia disse, como dizia sempre:
- Parece que tens bichos-carpinteiros ! Vai ler um livro! É a única forma de parares quieta!
- Boa ideia, mãe! Tenho aquele livro novo que a avó me ofereceu!
Inês foi ler para a varanda, o seu sítio preferido, porque lá podia ouvir os pássaros
-Espero que aquela nuvem desapareça!
De repente começou a chover! Inês correu para o quarto e meteu-se aconchegada na cama.
- É tão bom estar aqui a ler e ouvir a chuva a cair!
De repente ouviu uma voz.
- Olá menina, sabes dizer-me o caminho para a casa da minha avó?
Inês abriu muito os olhos e viu a Capuchinho Vermelho.
- Como é que viste aqui parar? Nunca te vi por cá!
- Eu costumava ir por outro lado mas desde que o lobo me assustou, decidi procurar outro caminho.
- Mas eu não sei onde vive a tua avó, como te posso ajudar!
De repente, a cortina abanou e ouviu-se:
- Eu sei! Eu sei! Mas estás muito longe!
Inês arregalou os olhos e exclamou:
- Tu és o Peter Pan! És tão pequeno!
- Sou pequeno mas viajo muito e sei bem onde a avó mora! Eu até te levava, Capuchinho, mas és muito pesada! Já sei quem nos pode ajudar! Aladino! Aladino! – gritou ele.
Inês estava boquiaberta!
- Como é que vocês aparecem aqui?!
- Nós vivemos aqui, no meio dos teus livros e dos teus sonhos! – respondeu a Capuchinho.
De repente surge Aladino no seu tapete mágico e diz:
- Sobe! Eu levo-te à tua avó!
Como o tapete estava alto, Inês mandou a Capuchinho subir para a cama. De lá foi fácil chegar ao tapete.
- Agarra-te bem a mim! Vai ser uma viagem rápida!
A Capuchinho subiu para o tapete e agarrou-se muito bem ao Aladino.
Inês deu um pulo e foi abrir a porta. Já não chovia e ouvia-se os passarinhos cantar.
O tapete saiu disparado e atrás dele ia Peter Pan a voar.
Inês ficou na varanda a dizer adeus:
-Adeus! Boa viagem e voltem sempre!
A mãe estava a varrer o pátio e perguntou:
- Inês, para quem estás a dizer adeus?!
Inês muito feliz respondeu :
- Não viste os meus amigos a saírem a voar do meu quarto?!
A mãe não respondeu. Abanou a cabeça, sorriu e pensou:
- Esta minha filha vive mesmo no mundo da fantasia! Olha que esta! Amigos que saem a voar!!
A mãe é adulta e os adultos não conseguem perceber as crianças nem o seu mundo da fantasia e da imaginação…

Ah! É claro! Os adultos também não têm sonhos bonitos!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia ... dos Afectos

Hoje comemora-se o Dia de S. Valentim mas na nossa sala falámos de afectos e de como são importantes na nossa vida. Estivemos a ver o que seriam e surgiu o título para um novo poema
"No meu coração cabe..."
Ficam aqui os nossos corações para espreitarem e ver o que guardam...

No meu coração cabe

Uma flor de encantar
O meu coração sabe
que o importante é amar !
Eu gosto de fazer corações.
Esses corações são o amor.
Neste dia dos afectos
Fazemos o coração rodar.
Rodar, mas rodar
Pois o que importa é amar.
A minha ternura
É isto tudo,
É uma família
De que eu gosto.
É muita bonita,
É muito simples,
Enche todo o meu coração!
Daniela

No meu coração cabe
o amor do pai,

o amor da mãe

e dos meus amigos.

No meu coração cabe

a minha família,

a paz, a paixão,

o amor e o carinho.

No meu coração cabem
os animais , as florestas,

as estrelas, os rios ,

os mares e as estrelas.
No meu coração cabe
o vermelho, o azul, o verde , o amarelo ,

e o laranja

que pintam o mundo às cores!
Rafael
 
No meu coração cabe

uma música de encantar.
No meu coração cabe
o colo do meu pai.
No meu coração cabe
a paixão que me faz chorar.
No meu coração cabe
aquele lindo amor.
No meu coração cabe
a grande alegria.
No meu coração cabe
a grande amizade.
No meu coração cabe
a família que me faz feliz.
Tudo o que me dão,
guardo no meu coração
como uma recordação.
Vânia

No meu coração cabe,
o carinho do pai,
o colo da mãe,
o choro do irmão,…
No meu coração cabe,
o mar azul, brilhante,
o pôr do sol que eu adoro!
No meu coração cabe,
Uma pequena sereia.
Que linda!
No meu coração cabe
uma estrela que brilha no céu,
cabe, a família, a paz, a paixão,…
No meu coração cabe,
uma flor perfumada.
Cátia



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

À maneira de João Pedro Mésseder

Mais uma vez andámos à roda dos livros de João Pedro Mésseder para conhecer melhor este autor.
Hoje foi a vez de criar um texto texto por antecipação do título ou da ilustração . Foi o que fizemos com o livro "Caneta feliz". Cada um criou a sua história e no fim lêmos a original para comparar. Não há dúvida que a imaginação não tem fim pois os nossos textos eram muito diferentes do original e entre si.
Ficam aqui algumas delas para verem. Depois é só procurar a verdadeira "Caneta feliz", para comparar.
Caneta feliz


Era uma vez uma caneta feliz que adorava escrever.
Um dia a caneta feliz sentiu-se solitária.Setia que ninguém gostava dela. À tarde, quando os amigos estavam a brincar, ela disse:
-Ninguém gosta de mim, só escrevo…
(Os amigos da caneta feliz não escrevem!)
A caneta feliz pensou:
-Se eu os ensinar a escrever…Já sei! Vou fazer a minha própria escola para todos os meus amigos! Eles vão adorar!
A caneta feliz foi então à procura dos seus amigos. Quando os encontrou disse:
-Amigos! Querem ir à minha escola?
-À tua escola? – interrogaram todos ao mesmo tempo.
-Sim, à minha escola! – exclama a caneta feliz.
Os amigos muito admirados aceitaram.
A caneta feliz já não se sente mais solitária,
porque de amigos é MILIONÁRIA!
Luísa


Era uma vez uma caneta feliz que viajava no passado, no futuro, nos sonhos e nos corações das pessoas.
A caneta tinha uma coisa especial. Essa coisa era …
Ela tinha as sete cores do arco-íris e transformava o mal no bem e o feio no bonito.
Certo dia a caneta feliz arranjou uma amiga nova e então brincou, e brincou… e não reparou que tudo estava a ficar triste, sem cor, tudo cinzento.

Aquilo nunca tinha acontecido!

Foi nesse preciso momento que a caneta teve uma ideia e, muito rapidamente, escreveu:

- Amor, paz, ternura, alegria, paixão …

E num abrir e fechar de olhos…tudo voltou a ficar bonito!
Sílvia
Era uma vez um a caneta muito feliz, saltitava de coração em coração. Adorava todas as melodias que os amores cantavam.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

À maneira de João Pedro Mésseder

O nosso Agrupamento vai ter a oportunidade de receber a visita de um escritor: João Pedro Mésseder. Ainda não tínhamos trabalhado nenhum texto deste autor, vamos conhecê-lo agora, então
Um dos trabalhos que gostamos muito de fazer é a antecipação de textos pelo título ou pela ilustração. Foi o que fizemos hoje.
A professora apresentou no quadro vários títulos de poemas de um livro: "Eu, Nós e os Outros". Cada um escolheu um deles e os nossos poemas nasceram, de uma palavra ou expressão, apenas. Para ajudar, como sempre, pedimos à professora que colocasse aquela música de fundo de que tanto gostamos e os trabalhos começaram a ganhar vida.
Ficam aqui alguns desses trabalhos, então.

As palavras amor, paz, harmonia

Vêm da palavra amizade
Palavras que nos fazem sorrir
E que trazem felicidade
As palavras são um amigo
E sabem uma coisa?
Sabem porque é que nós escrevemos?
Porque a palavra é o mundo
A palavra professor
Rima com amor
As palavras ler e escrever
Rimam com crescer
Luísa


Mãe, pai e irmão…
A mãe, é uma rosa,
O Pai, é um coração azul,
E o irmão, é a ternura!
O amor de mãe me salva
A paz de pai me ama
E o abraço de irmão
Me aquece no colo.
A mãe, meu amor,
Pai, meu céu
Meu irmão, o calor
Minha família, amor meu.
Bruna

As palavras são mágicas,
são brilhantes
e são queridas.
Cada vez que a vejo, sorrio!
Cada vez que uma palavra aparece
a magia surge no ar.
O amor aparece
e eu fico a sonhar
As palavras são o amor,
são a alegria que nos aquece.
São a amizade, uma flor,
a paz, a ternura, que não se esquece.
As palavras dão para escrever,
para aprender
e saber ler,
ajudam –nos a crescer.
Podem ser palavras bonitas como uma flor,
podem ser palavras feias como a dor .
Eu gosto mais das palavras bonitas
Porque elas fazem-me sorrir.
Maria

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Escrita criativa

Podemos falar do outono de muitas maneiras e uma delas é o caligrama. as folhas de Outono inspiraram-nos para criar poemas que aparecem à sua volta. depois foi só pintá-las e ficaram muito bonitas, como podem ver aqui.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Abecedário da Escola

Estivemos mais uma vez a brincar com as palavras, com a ordem alfabética e com as rimas e assim nasceu o Abecedário da Escola.

ABECEDÁRIO DA ESCOLA


É o abecedário, abecedário da Escola
Fala do que faço e do que tenho na sacola!

A, aprender, para muito se saber
B é a borracha que guardo na minha caixa
C é a caneta, vermelha, azul ou preta
D é o ditado que me deixa arrepiado!

E, Estudo do Meio, que é antes do recreio
F é a ficha, onde eu quero ser artista
G é a gaveta onde meto a caneta
H é a harmonia que nos traz a alegria.

I é importante a vogal e a consoante
J é a janela, vemos o mundo por ela
L é o livro, meu verdadeiro amigo
M é o marcador para eu pintar a flor.

N é a natação onde eu sou campeão
O é a operação que faço com atenção
P é a professora que me ajuda a toda a hora
Q é a questão, tem ponto de interrogação.

R é o reconto que fazemos de um conto
S é a sala onde temos esta aula
T é a tesoura para recortar a vassoura
U é o um, tiro-o e fico sem nenhum!

V é o verde, é a cor da nossa rede
X é o xadrez que jogamos uma vez
Z é o zero que nas notas eu não quero!
É o abecedário, abecedário da Escola!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Se eu fosse uma bola de sabão...

O texto que lemos hoje na sala falava de uma bola de sabão.A professora fez umas bolas de sabão muito grandes e bonitas. É pena que elas rebentem tão depressa, são tão bonitas!
ainda faltava algum tempo para tocar e a professora sugeriu que criássemos um texto para o título: "Se eu fosse uma bola de sabão..."
Ficaram muito bonitos os nossos textos, como podem ver...

Se eu fosse uma bola de sabão
voava por todo o lado.
Subia até lá acima
E via o céu estrelado.
Era transparente, estava sempre a voar
A conhecer o mundo, a viajar.
Se alguém me tocasse, eu não rebentava
Feliz eu ficava, em todo o lado!
Uma bola de sabão eu gostava de ser!
Uma menina soprava
E eu começava a voar pelo ar.
Tinha amigos que também voavam
No meu coração eles ficavam,
Não desapareciam,
Ficavam para sempre guardados.
Tocava no céu
Bem lá em cima, no ar,
Sempre a viajar!
Maria

Se eu fosse uma bola de sabão voava sobre o mar azul.
Podia ir até Espanha ou até França.
Seguia pelo ar fresquinho, a ver os passarinhos, sem ninguém me rebentar.
Podia dar a volta ao mundo sem ninguém me ver.
Se me vissem, eu era transparente e colorida lá no céu.
Se eu fosse uma bola de sabão tocava nas nuvens e fazia-lhes cócegas.
Rúben

Se eu fosse uma bola de sabão
Ia voar pelos ares fora.
Se eu fosse uma bola de sabão
Ia ser transparente.
Eu era magrinha,
Com cores alegres,
Azul, amarelo,
Verde também.
Quando chegasse ao céu
Ia ver tudo nos meus olhos
Porque eu era uma bola da sabão.
Sim!
Era eu a bola de sabão,
Sempre delicada!
Sílvia
Se eu fosse uma bola de sabão
Voava no céu azul.
Se eu fosse uma bola de sabão
Cantava como as crianças.
Se eu fosse uma bola de sabão
Fazia tudo para o mundo sorrir.

Se eu fosse uma bola de sabão
Dava alegria, amor, paixão às crianças.
Se eu fosse uma bola de sabão
Ensinava a imaginação
Que nasce no coração.
Tiago

terça-feira, 11 de maio de 2010

As palavras

Estivemos a falar de palavras e de sentimentos e sensações e juntámo-los em desenhos.
Falámos de palavras bonitas e doces e ...
...Um rebuçado embrulhava as palavras "amor, gelado, paixão, beijo,..."
...No sol brilhavam " Natal, sorriso, verão, mãe, filhos, família, paz,..."
...Num arco-íris surgiam "mãe, sorriso, amor, brincadeiras, flor, borboleta,..."

Depois vieram as outras palavras, as pesadas e escuras e ...

...A porta fechada prendia "esquecimento, sangue, inimigos, noite, ..."
...Na pedra calcava "solidão, pobreza, morte, guerra,..."
...Na lágrima chorava por "mortes, doenças, funerais, tristeza,..."

 
Colámos os desenhos numa cartolina e depois surgiu a ideia de criar os poemas. 
O primeiro nasceu numa cartolina amarela...

Há muitas palavras doces,
 belas, felizes e carinhosas
que nos fazem sorrir
e ver a vida toda às cores.
São cheirosas, macias, maravilhosas,
fáceis de dizer!
Fazem-nos sorrir e querer escrever com elas,
sempre!

...o segundo numa preta. 

Há palavras muito escuras,
fechadas, pesadas e feias…
São duras, são cruéis, fazem-nos chorar!
Magoam, ofendem
humilham,…
Queremos esquecê-las,
virá-las do avesso,
renová-las!

Gostámos muito de brincar assim com as palavras!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Verdadeiros poetas!

Não resisto a apresentar aqui o resultado de uma experiência que fiz na sala. Na semana passada os alunos do 4º ano tiveram as provas de aferição. No mesmo dia, à tarde, abri as provas no quadro interactivo e trabalhei algumas questões com os meus alunos. Fizemos todas as propostas de escrita e o resultado surpreendeu-me...

O Cláudio respondeu assim à pergunta: "O que farias se fosses a primeira pessoa a chegar à Lua"
" Se eu fosse o primeiro a chegar à Lua, espetava a bandeira de Portugal, dava-lhe um abraço como se ela fosse minha mãe e corria à volta dela."

A segunda proposta foi criar um bilhete do Homem a avisar a Lua da sua chegada. Ficam aqui alguns desses textos:

Querida Lua, eu vou ter contigo, vou te fazer um poema de amor.
Toma um banho de estrelas, maquilha-te e põe perfume. Usa pulseiras de ouro e colares de prata. Eu chego aí à noite.
Continua bonita!
Um xi-coração.
Bruna


"Lua, hoje vou até aí porque queria ver-te.Vou até aí à noite.
Gosto muito de ti. tenho a certeza que me vais encantar!
Um abraço.
Sílvia

Olá, Lua. Está tudo bem?
Eu venho fazer-te uma surpresa: vou visitar-te hoje à noite, porque é quando tu estás no céu.
Um abraço
Rita

Olá, Lua.
Vou visitar-te. Quero ver a tua beleza e quero dar-te um beijo.
Vou aí de manhã e só venho à noite.
Vânia

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um desenho, uma história...

As palavras falam, as imagens também.
Estivemos a "ouvir" o que nos dizia uma gravura e as nossas histórias surgiram.
Fica aqui, partilhadas convosco, a tal gravura falante e as histórias que dela nasceram.
A fada Lili andava pela floresta e começou a sentir um calor estranho…
- Que calor esquisito! Que estranho na floresta!
A fada estranhou . Numa floresta com tantas árvores ia estar tanto calor? Lili foi ver o que se estava a passar.
- Oh, não! A floresta está a arder! – gritou ela.
Tinha que fazer alguma coisa… Soprou, soprou e soprou e conseguiu apagar o fogo. Ficou muito contente, a floresta estava salva!
Luísa


Era uma vez uma fada que se chamava Soprinhos.

Um dia ela estava na sua linda casa de nuvens e a sua varinha brilhou. Soprinhos sentiu que se passava alguma coisa no bosque… Foi a voar, o mais rápido que pôde.
Chegou ao bosque e exclamou:
- Só fogo! Que confusão! Vou já resolver isso! Sopro, sopro e… já está!
Ela soprou o fumo, as labaredas desapareceram e a Natureza voltou a ficar linda.
Os animais e as aves agradeceram por ela os ter ajudado ao proteger as suas casas.
Ana


Num dia muito lindo de sol, andava uma fada madrinha a passear. Ela chamava-se Anilasore.

Todos os animais gostavam muito dela. Anilasore também gostava deles.
Um dia estava tanto sol que nem um guarda-chuva conseguia proteger uma pessoa.
A fada Anilasore tinha que fazer alguma coisa…
Teve então uma grande ideia: soprar com toda a sua força. Então Anilasore soprou, soprou e soprou, até que conseguiu apagar o fogo!
Os animais começaram todos a cantar e a dançar, felizes com a vitória da fada Anilasore!
Sílvia

No Bosque do Horizonte estava um lindo dia de Verão. As árvores estavam cobertas de folhas e de frutos.

Uma noite alguém decidiu incendiar o Bosque do Horizonte!
Mas naquele bosque vivia uma linda fada. Ela, a fada, começou a ficar inquieta e cheia de calor e acordou. Então viu chamas nos olhos!
Muito aflita, soprou, soprou, …, até conseguir apagar o fogo.
Em vez de ficar com chamas nos olhos, ficou com orgulho e diamantes no coração!
Bruna


Era uma vez uma fada que se chamava Ariana.

quarta-feira, 3 de março de 2010

À roda da POESIA


A Semana da Leitura continua e a roda de leituras pelas salas também. Hoje foi a vez dos meninos do 1º ano virem ler às nossas salas. E que bem que eles lêem! Mereceram sempre uma salva de palmas!
À tarde andámos à roda da Poesia com as "Conversas com versos" de Maria Alberta Menéres. O livro foi lido de trás para a frente e da frente para trás e alguns poemas ficaram na memória.
No fim brincámos também com as palavras e criámos os nossos poemas. A maioria usou "Indo eu..." e "O que está..." mas houve também quem brincasse com as letras.
Hoje não deu tempo de ler à turma os poemas nem ilustrá-los, fica para amanhã. Os poemas é que já podem ser lidos aqui.

O que está atrás da porta?

Um elefante com a tromba torta.


O que está na bota?
Uma meia muito torta!

O que está no ninho?
Um passarinho pequenininho!


O que está no rio?
Um balde vazio.

O que está no Porto?
Um elefante morto.


O que está na varanda?
Uma meia branca.
Cláudio

O que está na porta?

Uma menina a fazer a cambalhota.

O que está na cadeira?
Um tacho e uma frigideira.

O que está atrás do menino?
Um grande sapatinho.


O que está na missa?
Uma grande patanisca.

O que está na flor?
Um grande regador.

O que está na ovelha?
Uma grande e gorda abelha.


O que está no futebol?
Um preguiçoso caracol.

O que está  café?
Um grande chimpanzé.
Cátia

terça-feira, 2 de março de 2010

Imagina-me...

Hoje o nosso dia começou com a leitura de um livro que o Rúben trouxe para a biblioteca da nossa sala: "Imagina-me um pirata". Quase todos o conhecíamos do Jardim de Infância de Trás de Várzea mas gostámos de o ouvir mais uma vez e de treinar a sua leitura para ir às outras turmas.
Está escrito em verso e apresenta-nos um cãozinho que se imagina pirata, explorador, astronauta... mas que no fim nos diz que onde ele está bem, é junto à lareira!
Ao fim das aulas a professora fez-nos uma proposta: criarmos um texto com o mesmo título.Depois de os criarmos, ajudámos uns aos outros a passá-los no computador.
Ficaram muito bonitos os nossos poemas, como podem ver aqui.

O dia teve ainda outra novidade: no recreio da tarde começaram a aparecer histórias coladas nas paredes. Fomos contá-las, eram treze. Foi uma surpresa do 4º ano. Ah! É muito importante dizer que a Sofia Gomes dessa turma ficou em 1º lugar e o Bruno Daniel  da outra turma ficou em 3º no concurso de Ortografia, realizado na EB2.3! Parabéns para eles e para a nossa escola!

Imagina-me

Imagina-me uma sereia

Sou linda como o mar
Brinco em todo o lado
Ninguém me vai encontrar.


Imagina-me uma cantora
Canto bem como uma flor
Todos gostam da minha melodia
Todos sabem quem eu sou


Imagina-me uma andorinha
No ar e o meu lugar
Sou tua amiga, na terra ou no ar.


Imagina-me uma gata
Que a tua mãe encontrou
Tens de ser minha amiga
Que assim eu também sou.
Ana

Imagina-me um ciclista
Que vê toda a vista.


Imagina-me um pintor
A pintar um mundo cheio de cor.


Imagina-me um bailarina
Com uma roupa muito fina.


Imagina-me uma cozinheira
Que só faz asneiras.
                                 Sílvia



Imagina-me um policia.
Que hoje tem uma noticia.


Imagina-me um corredor.
Que hoje tem calor.

Imagina-me um jornalista.
Que foi ver um jogo na pista.


Imagina-me um palhaço.
No circo com um laço.


Imagina-me um pirata.
Que hoje foi à mata
                                 Rafael


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eu sou...

Estamos a falar das plantas em Estudo do Meio. Hoje este tema continuou pela Língua Portuguesa. Tínhamos que escolher uma planta e criar um texto de apresentação. Como ajuda havia no quadro algumas questões:
Quem sou...
Onde vivo...
Como sou...
Para que sirvo...
Como é a minha vida...

Respondemos a estas perguntas criando um texto que ficou bem bonito! No fim lemos aos colegas que nos deram nota. Toda a gente teve MUITO BOM!

Ficam aqui os nossos textos. Para as ler todas só têm que clicar no fundo em "Ler mais »"


Sou uma laranjeira e vivo no quintal do Rafael, à beira de outras árvores.
Eu já sou uma laranjeira muito grande.
Todos os dias o Rafael vem ver se tenho alguma laranja para ele. As minhas laranjas são grandes e doces. O Rafael às vezes faz sumo com elas. A mãe do Rafael corta uma folha para deitar no leite-creme e raspa as minhas laranjas para fazer bolos.
Um dia eu vou deixar de dar frutos. Depois vou morrer. É assim a vida de uma planta!
Rúben


Eu sou um belo pinheiro!
Vivo na floresta do senhor António.
Eu sou quase igual às árvores de Natal. Eu sirvo para me enfeitarem mas se fizerem isso, eu morro!
Às vezes os pássaros procuram-me para fazerem os seus ninhos.
As minhas folhas são magricelas e finas. No magusto os meninos apanham-me para fazerem fogueiras.
Caem-me muitas folhas mas logo me nascem outras novas, é por isso que estou sempre coberto.
Eu tenho dois grandes inimigos: os homens que me cortam para fazerem madeira e o fogo que me queima.
Se os homens não me cortarem nem o fogo me queimar eu duro muitos anos e o meu tronco vai ficando cada vez maior e mais largo.
Samuel


Eu sou a roseira, estou plantada à beira de outras flores.
Vivo num jardim de uma menina que se chama Joana, à beira de outras roseiras.
Eu sou muito bonita e colorida, já sou muito grande.
Eu sirvo para dar cheirinho a todo o jardim.
A minha vida foi feita na terra e fui plantada por uma menina.Quando eu fui plantada na casa da menina ainda não havia flores.
Certo dia apareceu uma rosa sozinha. Parecia muito triste e eu decidi ajudá-la. Para a ajudar, estiquei o meu caule para as pessoas a verem.As pessoas ficaram maravilhadas com o que viram!
Agora tenho cinco anos e todos os anos fico coberta de dezenas de rosas.
Rita

 

Eu sou uma cerejeira muito linda
Eu vivo num quintal cheio de árvores como eu.
Eu sou muito grande mas, quando me plantaram era muito pequena.
Eu sirvo para as pessoas se alimentarem com as minhas cerejinhas.
A minha vida é sempre a mesma. No Inverno perco as folhas que voltam na Primavera. Em Maio nascem as cerejas e os passarinhos vão lá comê-las.Todos os anos, é sempre o mesmo.
Durante estes anos todos, gostei de ver os meninos irem lá buscar cerejas.
Eu gosto de ser cerejeira.
Vânia